domingo, 5 de março de 2017

As pessoas são o ativo mais importante de uma empresa. Não.

Quando lemos a frase "As pessoas são o ativo mais importante das empresas" é fácil vir à mente vários clichês que nos enjoam com sua obsolescência. Desta forma o texto inicia com esse comentário para blindar a expectativa na leitura, pois o alvo não é parafrasear o que já sabemos.

Nas últimas décadas o meio empresarial passou por diversas transformações, impulsionadas tanto pelas necessidades humanas básicas quanto por líderes geniais, mas o que permanece sólido é o desafio de executar uma grande visão nas organizações com a pluralidade dos colaboradores.
Com Taylor, administração científica no ano de 1911, aprendemos que os trabalhadores são preguiçosos e que precisam ser controlados e, em contraponto, hoje em 2017, vemos o uber, as inovadoras startups, que nos dizem o contrário, pois basta ter aqueles que se interessam. Se fizermos um recorte pra trás, voltando no tempo, ou um recorte pra frente, olhando pro futuro, veremos que o grande "x" da questão está nas pessoas certas e erradas para realizar determinadas atividades.

É possível notar que o sucesso das empresas está atrelada a capacidade de ter pessoas que compartilham da mesma visão que organização e que querem fazer de maneira excelente. Desta maneira antes de navegar por mares revoltos, é importante que o barco esteja com os marinheiros certos, pois não é fácil a substituição de um marinheiro em alto mar.

De acordo com pesquisa realizada pela equipe de Jim Collins registrada no livro "Empresas feitas para vencer", o momento em que empresas que foram consideradas excelentes deixaram de apenas serem boas, foi quando o maior peso na seleção do time estava nos atributos de caráter do que no peso do diploma e da experiência, por exemplo. As empresas analisadas como excelente acreditavam que as dimensões de caráter, ética e talento eram mais importantes, pois o "como fazer" e a "utilização de ferramentas" poderia ser ensinado, mas não é possível ensinar uma pessoa a ser brilhante.

Com base no que está escrito vamos "comprar um machado" e fazer a maior revolução nos times das empresas com demissões ou atos semelhantes? Absolutamente NÃO. Um outro dado muito interessante na pesquisa registrada no livro "Empresas feitas para vencer" foi que o menor índice de demissões em massa e rotatividades estavam presentes nestas organizações, ou seja, o conceito de "primeiro quem e depois o que" se torna eficaz na linha do tempo.

Por fim, é possível pensar que o ambiente dessas empresas sejam rígidos, pois se o empregado não possuir os atributos desejados dificilmente durará muito tempo na empresa. Na verdade realmente são locais rígidos, contudo é importante entender e distinguir o conceito de ser rigoroso e implacável. Quando uma empresa é implacável, vemos cortes e desligamentos irresponsáveis, especialmente nos momentos difíceis, sem qualquer ponderação. Em contraponto, quando há rigor, há mecanismos e padrões, inclusive para reposicionar o empregado, para aquela atribuição que possa extrair o seu potencial. Outra qualidade do rigor é a justiça do efeito da transição na equipe, pois semelhante a uma equipe de alta performance, só faz parte da equipe aqueles com capacidade de elevar a média do todo. Um executivo de uma empresa considerada excelente na pesquisa do livro citado neste texto disse: "A única forma de atender às pessoas que estão dando resultados é não sobrecarregar-las com as pessoas que não estão dando resultados."

Sucesso a nós lideres e funcionários.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Feliz Novos Hábitos 2017

É nesse clima que inicio o texto de hoje...  Feliz 2017! Mas permita-me fugir um pouco do tema e fazer um comentário sobre minha alegria de estar retornando por aqui, afinal são 6 anos sem publicar nada. Certamente as mudanças e desafios que tive em minha vida, nos âmbitos pessoal e profissional, contribuíram relativamente para minha incompetência em administrar o tempo e fizeram com que as publicações congelassem. Mas não poderia deixar de destacar a alegria no retorno! O texto de hoje aproveita o mote cíclico de nossas vidas - a virada de ano, e tentará trazer um norte sobre a motivação. 

"Crescer dói", ouví em uma palestra sobre carreiras. O palestrante trazia uma série de conceitos e atitudes que indicavam que o caminho do sucesso precedia incômodo, muita dedicação, abrir mão de prazeres, etc. Serei ousado em dizer que para tudo aquilo que desejamos realizar é necessário disciplina, pois o corpo (preguiça) nos impulsiona a sempre a reservar energia, ele nos pede: "não faça aquele curso; não vá caminhar hoje; não volte a escrever no blog etc"

Para ter um "Feliz 2017" é preciso que seja entendido que a disciplina não é um dom, mas é ferramenta na qual podemos fazer uso ou não. O problema que enfrentamos na execução da disciplina, além da preguiça, é a ansiedade que nos paralisa. Ficamos muito focados no âmbito do planejamento das inúmeras atividades que gostaríamos de fazer durante o dia e não conseguimos executar o básico, que é o exercício de realizar. Podemos fazer um paralelo também com o trabalho, onde a dica é executar o que é mais difícil (importante) em primeiro plano, pois muitas pessoas priorizam as atividades mais fáceis, aquelas que já são hábito, e quando vão iniciar as mais difíceis o tempo já passou ou já estão cansadas. Pense nisso!

Por fim, vemos que as pessoas tentam motivar a equipe e a si próprios da forma errada, ou seja, fazendo justamente aquilo que não é motivacional - que não gera ação. Isso acontece quando descarregamos toda ansiedade sobre nós ou sobre as pessoas, e exigimos uma atitude de super humano que não nos pertence. E na maioria das vezes não entramos do detalhe se a execução foi bem sucedida.

Entendo que para nós líderes (de pessoas, de famílias, de nós mesmos), o segredo está na gestão da ação, da atitude, pois isso gera resultados. Devemos parar de nos paralisar com o futuro resultado e nos mobilizar com a ação diária que levará a ele!

O meu desejo é que para 2017 os efeitos da paralisação sejam eliminados da sua vida por meio do foco e disciplina e com certeza hábitos de sucesso serão construídos!

sábado, 14 de maio de 2011

Qual é o seu custo de oportunidade?

Desde os tempos mais remotos o homem se depara com alternativas durante o seu cotidiano, e hoje não é diferente. Você pode até não perceber, leitor, mas você toma diversas decisões durante o seu dia. Ficar mais 5 minutos na cama, qual roupa vestir, a dúvida sobre a chuva durante o dia, são questões que resolvemos no automático.
Esse texto nasceu com a ideia de abrir os olhos com relação às decisões que não são tão simplórias quanto as que citei acima, mas que podem mudar o curso da nossa história. Então, neste ensejo, buscarei ser o mais breve e conciso possível.
De acordo com o conceito econômico, custo de oportunidade é o custo de fazermos algo em detrimento de outro. Um exemplo prático é a escolha que um investidor tem de tomar quando possui R$ 50.000,00 disponível para aplicação. Ele tem várias opções, dentre elas as mais comuns são a de deixar na conta poupança ou investir no mercado financeiro, por exemplo. E o que o motiva a escolher uma em detrimento da outra? O custo de oportunidade. Neste momento, eu faço um parêntese para dizer que isso não é regra, a pessoa faz o que bem entender do seu recurso financeiro, mas é bom saber que a teoria econômica existe para nos auxiliar a tomar melhores decisões. 
O que o investidor deve fazer então? O custo de oportunidade entra na história quando ele se questiona: "Eu quero aplicar esse dinheiro, e eu tenho um rendimento de aproximadamente 0,6% ao mês na poupança, onde aplicar então?". Neste questionamento descobrimos o custo de oportunidade do investidor, ou seja, a poupança é opção mais baixa que ele tem no momento e que só vale a pena, financeiramente falando, tirar o recurso da poupança, se tiver um outro investimento que o remunere acima do 0,6% ao mês da poupança.
Caro leitor, agora que já entendemos a questão matemática, vamos aplicá-la no seu bem mais precioso, em você! Neste momento entraremos na real motivação do texto, a sua carreira. Vejo, e me incluo na lista, que a maioria das pessoas levam de maneira displicente as suas escolhas com relação à sua carreira profissional e sua vida como um todo, não se preocupando com o futuro, deixando a vida o levar. Talvez pondo até culpa no ensino que teve na infância, ou nos pais, ou na cidade que mora, etc. Na verdade essa postura nos leva à um aspecto de fuga da responsabilidade que temos em assumir o peso da decisão de largar a preguiça e buscar a especialização ou mesmo o começo de um projeto. As organizações, hoje, não aceitam desculpas do porquê de não ter atingido o seu resultado.
O que elas querem é o resultado realizado de maneira positiva. E o segredo de resultados sustentáveis é a busca incessante de aperfeiçoamento e a alocação de energia nos objetivos. Uma visão míope de sua meta fará com que você chegue a um resultado distorcido.
Para uma situação que você deseja estar para daqui a 5 anos, você tem de plantar HOJE. Quando você completou os seus 17, 18 ou 19 anos, buscou pensar em como gostaria de estar com 22, 23 e 24 anos? Qual emprego, qual formação, quais projetos encabeçar? E para conseguir alcançar estes, pensou em como iria executá-los?
Meu caro, quais outras alternativas têm pesado na sua escolha? Se a sua resposta não é conclusiva, pense bem e reconsidere tudo.
Qual é o seu custo de oportunidade?

Sucesso!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O que é inflação?

Continuando a nossa série de artigos - descomplicados e simples - sobre temas relacionados à administração, iremos entender por uma ótica microeconômica, um tema que está assustando, hoje, todos os brasileiros - a inflação. Mas primeiro devemos entender o que é inflação e as suas implicações no nosso dia a dia e como pode ser contida.

Todos nós sabemos o que é inflação, talvez não conseguimos explicar tecnicamente, mas na prática diz: "... nossa, olha como está o preço da carne..." ou "... a gasolina não para de subir..." ou "... fui comprar roupa pro menino e não comprei a quantidade desejada...". É isso!
A inflação, sinteticamente, é a perda do valor do dinheiro em relação ao tempo com uma unidade de um bem.
E por que ela acontece? Ela pode ocorrer, basicamente, de duas maneiras:
  • Inflação de custo: Este processo ocorre quando há uma redução na oferta dos fatores de produção e por isso, o consequente aumento nos custos. Um exemplo para explicitar melhor é o mercado de suco de laranjas, se ocorrer algum fator externo que diminua a oferta de laranja no mercado, como uma geada, ou pestes na agricultura, ou qualquer outro motivo, ocorre uma redução de laranja. Como não há diminuição na demanda, o preço da laranja aumenta e consequentemente o preço dos produtos derivados da laranja também aumenta, gerando a inflação de custo.
  • Inflação de demanda: Esta acontece quando há aumento do consumo e a quantidade ofertada continua a mesma. O Brasil passou por uma situação histórica, muitas pessoas saíram da pobreza e foram para as classes mais altas. Mais de 29 milhões de pessoas entraram na CLASSE C, ou seja, aumento no consumo. Ainda usando o exemplo das laranjas, imagine que a economia esteja em equilíbrio com a demanda (procura) de 10 laranjas e o preço delas é de R$ 2,00 cada. Se a procura aumenta para 20 laranjas e a economia só consiga oferecer 10, o preço subirá  para forçar que a demanda volte a ser de 10 laranjas. 
Compreendidos esses dois motivos básicos de identificação da inflação, vamos ao assunto principal. Na última quarta-feira, 20/04/2011, o COPOM - Comitê de Política Monetária - aumentou a taxa básica de juros, a SELIC, para 12% a.a. Essa medida é para conter justamente a inflação de demanda, que busca diminuir o consumo no país com a correlação de fatos a seguir:
  • Aumento da taxa básica de juros leva redução de moeda na economia, porque as pessoas pegarão menos empréstimos e pouparão mais. Menos dinheiro na economia quer dizer menor demanda/procura, menor demanda/procura quer dizer redução dos preços;
  • Aumento da taxa básica de juros provoca a entrada de capital investidor estrangeiro  (dólar) no país, o que faz o preço do dólar diminuir e a importação aumentar. Fato que aumenta o número de produtos importados mais baratos na economia e que, pela concorrência, os produtos nacionais são "obrigados" a diminuir os preços. Situação em que temos a inflação, teoricamente, controlada;
Como que o governo mensura isso tudo?
O Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor - SNIPC efetua a produção contínua e sistemática de índices de preços ao consumidor, tendo como unidade de coleta estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, concessionária de serviços públicos e domicílios (para levantamento de aluguel e condomínio). A população-objetivo do IPCA abrange as famílias com rendimentos mensais compreendidos entre 1 (hum) e 40 (quarenta) salários-mínimos, qualquer que seja a fonte de rendimentos, e residentes nas áreas urbanas das regiões. E atráves desta evolução é efetuada a análise e é verificada se há ou não aumento nos preços.

Concluindo, é claro que na realidade não é tão fácil assim, as autoridades do nosso país precisam tomar várias outras atitudes. Como estímulos ou desestímulos fiscais, colocação de metas de inflação, controle do índice IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo),  etc, mas teoricamente e didaticamente, a relação básica da inflação é essa exposta no texto.

Deseja saber mais? 
Relatório de inflação do Banco Central - http://www.bcb.gov.br/?RELINF

Fique de olho, e sucesso!

Bibliografia:

domingo, 23 de agosto de 2009

Mercado: Uma tendência em mutação constante

Mundo da incerteza para alguns, mundo da certeza para outros. Fato inegável é que o mundo empresarial passa por mais um novo momento de mudança de postura. Do século passado até hoje vemos mudanças. Mudanças que para alguns eram previsíveis, mas que para outros, não.

Em qual conclusão devemos chegar a partir dessas indagações? É cediço que os projetos bem sucedidos e que obtiveram sucesso foram realizados com muita solidez no que toca o planejamento e a preparação dos seus líderes. O que isso quer dizer, é que sempre houve a necessidade de realinhamento por parte das organizações com a dinâmica do mercado, variável externa. Coisa que se não fosse realizada a empresa tenderia a fechar.

Antes, por exemplo, o ford preto era bem aceito por todos, pois essa era a novidade, esse carro era a diversificação na época. Mas e hoje, como estamos depois de passarmos pela crise financeira que explodiu no meio do ano passado?

O texto foco desta resenha, é o texto ALERTA VERMELHO PERMANENTE. Philip Kotler. HSM Management, Julho-Agosto 2009. p. 116 a 123, trata-se de um alerta de que estamos vivendo um momento muito especial, e por isso devemos nos preocupar. Outro ponto que o texto salienta, é que, como antes, o mercado está mudando e para ser acompanhado é necessário um nova postura de mudança de seus gestores. Como frisado por Kotler, que os CEOs devem dormir com o telefone da empresa do lado, para que, caso necessário, eles tomem uma decisão, uma escolha que com certeza impactará na organização, devido a velocidade de propagação de informação nos dias de hoje. Nada mais passa despercebido.

Podemos ressaltar alguns pontos citados por Kotler, que facilmente fazemos uma conexão com a teoria, tais como:

  • Análise SWOT - O autor fala claramente sobre essa ferramenta de análise como forma de sintonia com o mercado, e ao mesmo tempo, podemos inferir que essa ferramenta nos atualizará com o mercado, nos deixando a par de suas mudanças.

  • Neuromarketing - Assunto que 5 anos atrás era questionado pela sua eficácia e aplicabilidade. Foi mostrado pelo autor de forma bem solidificada que a neurociência provou que, não é somente a relação econômica que influencia o cliente quando se trata da compra de um produto. Essa ferramenta mostra que existem variáveis psicológicas quantificáveis que influenciam o consumidor, e a empresa que consegue mensurar e tratar esses dados, e decifrar esses códigos terá um grande diferencial.

  • Marketing Social - A sociedade está voltada para as empresas que estão conectadas com a área social. A população tende a desenvolver um “carinho” por empresas que demonstram o mesmo sentimento ou preocupação. Um marketing no caos excelente, como mostrado no texto de Kotler, diz que as empresas devem ser impulsionadas pela sociedade. E sem o marketing social, o alcance desse objetivo será uma tarefa difícil.


É pertinente dizer, sem o embargo do fato de ser de maneira reiterada, que obter informação e manter sintonia com o mercado de forma constante, estar alinhado com as novas tendências, não se prender à intuição e experiência, deixou de ser um luxo, e sim uma exigência desse novo modelo de mercado que novamente mostra uma evolução.

domingo, 16 de novembro de 2008

Uma empresa de sucesso tem 1 presidente? Administração com foco em pessoas. Cliente internos e externos.

Ao ler o título deste texto o leitor poderá indagar: "Mais um texto sobre RH..." Você diz: "Uma empresa tem que ter presidente, vice-presidente, diretores, etc." Na verdade não discordo disso, qualquer empresa tem que ter essas pessoas e esses cargos. Quando pensei no título eu quis impactar o leitor a pensar no assunto e levá-lo a reflexão.
Muitos de nós já passamos por situações negativas com empresas diversas, como as de telefonia, bancos, administradoras de cartões de crédito etc. No estudo da adminstração sabemos que os clientes devem ser bem tratados, devem ter os seus desejos satisfeitos da melhor maneira possível, desde que seja viável para a empresa. Na verdade, todos os administradores sabem disso, o problema é que não ocorre na prática, e qual é o porquê ?

Porque não é o presidente que está lidando com o cliente!

Calma lá, não pense errado. Não quero que o presidente se ocupe em realizar outros papéis; ele precisa se ocupar com os seus afazeres que são primordiais para que o barco não afunde. O ponto da questão é que todos os funcionários deveriam ter atitude de presidente, ou seja, é necessário que os funcionários atendam os clientes como o presidente da organização. Hoje os funcionários não são posicionados como representantes verdadeiros da empresa e quando estão em contato com clientes ou fornecedores fazem o que um presidente nunca faria.
Que atitudes são estas?
  • Amor à organização;
  • Buscar sanar todas as dúvidas dos clientes;
  • Buscar celeridade na resposta, pois sabe que o cliente é quem faz a empresa continuar viva;
  • Não fugir de suas responsabilidades;
  • Manter bom relacionamento com clientes e fornecedores;
  • Cuidar do patrimônio da organização;
  • Zelar pela eficiência, eficácia, produtividade e efetividade;
  • etc.
Estas atitudes são necessárias para todos os funcionários da organização, não apenas para os membros da diretoria. Creio que esse seja um problema recorrente. Hoje, nas organizações, os funcionários que são subordinados acham que essas características são obrigações somente dos diretores, e não são.
Com esse entendimento, partimos para outro nível da discussão, e agora, a partir dessa concepção, tiramos duas dicas, uma para os diretores e outra para os subordinados:
  • DIRETORES - Se não partir da diretoria o exemplo, fatalmente os que estão sob seus comandos tenderão a imitar o erro, então cuidado. Se não fizerem o treinamento correto de seus funcionários para que eles tenham as atitudes que foram citadas, eles nunca farão isso sozinhos. Se os diretores não motivarem seus funcionários, fazendo o correto endomarketing (marketing interno) com políticas que valorizem os funcionários, eles nunca valorizarão as empresas, então, diretores, comprometam-se com este assunto. A tempo que os funcionários se satisfaziam com migalhas já passou. Infelizmente o funcionário desmotivado e mal valorizado é o que está na ponta atendendo ao seu cliente;
  • SUBORDINADOS - Funcionários que são subordinados e são promovidos, chegam na diretoria somente se demonstrarem os fatores supracitados, senão serão subordinados para sempre. Não fujam de suas responsabilidades, vocês já viram alguma pessoa ser promovida e que chegou ao sucesso profissional sem possuir estas características? Lembrem-se que acomodação é igual a não crescimento.

Sucesso!

sábado, 18 de outubro de 2008

Crise? Para alguns não!

Continuando com o tema Crise Internacional, que está sendo tão falado hoje, quero mostrar neste texto uma outra visão da crise que será muito rica para a nossa reflexão.
O título deste texto veio em minha mente em forma de pergunta durante estes dias de crise:

"Será que tem alguém ganhando dinheiro na bolsa durante esse período?"

Dessa auto-pergunta vieram algumas respostas, porém eu queria saber se tinha alguma maneira que pudesse ter 100% de certeza de retorno num investimento feito durante esta crise, ou seja, lucro mesmo em meio a essa turbulência.
Eu sei que nesse período tiveram alguns investidores que ganharam dinheiro na BOVESPA, mas eu tenho certeza que foi especulando (especulador é o investidor que entra com valores altíssimos e quando têm lucro se retiram imediatamente, algumas vezes perdem muito dinheiro e outras vezes ganham). Pra mim, desculpem-me analistas técnicos, hoje, durante a crise, quem investe na bolsa está contando totalmente com a sorte, pois mesmo em períodos de "estabilidade" não tinha como adivinhar quanto estaria valendo o papel no outro dia, quem dirá hoje.
Então com esta indagação continuei a pensar que tinha que haver um jeito de tirar vantagem desta situação, mas com 100% de certeza. Cinco dias após a exposição global da crise, o dólar que estava na casa dos R$ 1,70 tinha passado para mais de R$ 2,30, daí percebi a grande oportunidade que estava na supervalorização do dólar.
Vamos aos fatos:
  • A crise financeira causou falta de dinheiro no mercado norte-americano. Todas as intervenções feitas pelo FED, Banco Central Americano, e pelo último "pacotão" de US$ 700 Bilhões não surtiram o efeito esperado, ou seja, eram para dar liquidez ao mercado mas as intervenções serviram para ajudar as instituições financeiras a não quebrarem. Como a moeda estava em falta, era questão de tempo o dólar se valorizar, pois tudo que está sendo muito demandado fica mais valorizado;
  • Fuga dos investidores das Bolsas de Valores para os títulos do tesouro americano (considerados seguros). Como esses títulos só podem ser comprados em dólar, houve muita procura pela moeda e novamente ocorre a valorização por causa da grande procura;
  • Nossa economia está ligada diretamente ao dólar, então quando pintasse um consenso de que o dólar iria se valorizar, todos, no Brasil, iriam procurar pela moeda e isso iria acarretar uma forte demanda e supervalorização do dólar.
O que fazer então diante deste cenário?

Sendo profeta do acontecido eu compraria na BM&F um contrato de US$ 100.000,00(cem mil dólares) com o dólar valendo R$ 1,70, isso me custaria uns R$ 170.000,00(cento e setenta mil reais), mais ou menos, uma semana depois eu venderia com o dólar cotando R$ 2,20 ou R$ 2,30. Com isso o contrato que eu tinha de US$ 100.000,00(cem mil dólares) teria valorizado para R$ 220.000,00 (duzentos e vinte mil reais) devido à valorização do dólar. Assim, teria um lucro líquido de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais) na venda do meu contrato.
Vamos usar este exemplo para servir de reflexão e abrir nossas mentes de que sempre há oportunidade para quem está ligado, sem precisar correr risco.

Sinceramente, não aconselho a compra de ações na bolsa neste momento, ela está muito volátil. Qualquer tentativa de análise ou de previsão para investir agora é imprudência, como já disse, tem gente especulando, dando sorte, e ganhando dinheiro mas são decisões tomadas por investidores que são especuladores. Quem diria que a principal ação da PETROBRÁS -PETR3- estaria valendo hoje, 17/10/2008, R$ 27,42, sabendo que alguns meses atrás estava mais de R$ 55,00?
Espero que tenha um bom momento de reflexão sobre isso.

Sucesso!

domingo, 12 de outubro de 2008

Vida financeira estabilizada é possível somente para ricos?

Vivemos numa sociedade capitalista, ou seja, que vive em torno do dinheiro. Mas, primeiramente, não vamos pensar no lado negativo nem nos preconceitos formados com relação ao capitalismo.
A minha sugestão é que pensemos que esse sistema econômico, o capitalismo, que hoje está em crise devido à crise americana, é um meio que gera oportunidades de ganho para TODOS, porém muitas vezes, nós, que não temos muitos recursos, achamos mais fácil criticar, e com isso vivemos imersos em pensamentos negativos de que somente quem tem muito dinheiro é que se dará bem e consequentemente fazemos o nosso "Gênio Financeiro" ficar adormecido para sempre. Exemplos não faltam para provar que não somente os ricos podem alcançar a estabilidade financeira, mas que os pobres também podem, e posso citar um agora. Como é que alguém que ganha na loteria milhões de reais perde tudo? E o mais incrível, tem gente que em 1 ano volta à mesma pobreza. Como isso acontece? Então não podemos afirmar que o capitalismo é um sistema econômico feito somente para os ricos, muito pelo contrário, o capitalismo foi feito para quem sabe lidar com o dinheiro e que vai punir, severamente, as pessoas que não sabem lidar com ele.
Uma das punições que mais acontecem são pessoas que só vivem para pagar dívidas. Seus passivos são enormes, gastam muito dinheiro com cartão de crédito, empréstimos, financiamentos, etc. E devido a essa "punição" vivem escravas do dinheiro.
Quando vejo pessoas que não têm condições de comprar um carro à vista, por exemplo, e se envolvem num financiamento que as consumirá por quatro, cinco, seis e até mesmo sete anos, somente para comprar um bem porque "querem agora". Infelizmente pagarão e pagarão muito por esse imediatismo.
De dez pessoas que fecham esse tipo de negócio creio que, no mínimo, sete pessoas não têm a percepção de que estão comprando um bem que no final das contas estarão pagando quase duas vezes mais.
Exemplo:
Digamos que alguém compre um carro em 60 (sessenta) meses, e que esse carro valha R$ 20.000,00 (vinte mil reais), com uma taxa de 2% ao mês, notemos que na realidade essa taxa é maior, o financiamento ficará:
  • Valor financiado: R$ 20.000,00 (vinte mil reais)
  • Número de prestações: 60 (sessenta) meses
  • Taxa de juros: 2% ao mês
  • Valor de cada prestação: R$ 575,36 (quinhentos e setenta e cinco reais e trinta e seis centavos)
Agora vamos analisar:


Essa pessoa pagou no carro que custa R$ 20.000,00 (vinte mil reais) a quantia de R$ 34.521,60 (trinta e quatro mil, quinhentos e vinte um reais e sessenta centavos), isso dá 72,61% de juros pagos, quase o dobro do valor. E tem outra, quando alguém compra um carro, ele já sai da loja 25% desvalorizado.
Então na verdade ficou assim o negócio:
A pessoa pagou R$ 34.521,60 (trinta e quatro mil, quinhentos e vinte um reais e sessenta centavos) num carro de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), que se fosse vender hoje, receberia R$ 15.000,00 (quinze mil reais).

Bom, você deve estar se perguntando que eu estou querendo que você não compre nada, que deixe de comer, que não aproveite a vida ou algo do tipo. Mas não é isso que estou querendo dizer, na verdade é exatamente o contrário. Se você tem condição de arcar com uma prestação de R$ 500,00 (quinhentos reais) por mês, pode juntar esse dinheiro e começar a fazer que esse dinheiro trabalhe por você...
E como que você faz isso?
Simples, basta sacrificar o desejo do AGORA, e pensar no longo prazo!

Exemplo, se você, ao invés de pegar dinheiro emprestado poupasse, aconteceria o seguinte:
R$ 500,00 (quinhentos reais) por mês, dariam R$6.000,00 (seis mil reais) poupados por ano. Simulando uma taxa 25% ao ano de rendimento num investimento em ações ou em fundos de investimentos em ações, você conseguiria no começo do quarto ano mais de R$ 20.000,00 (vinte mil reais).
Assim:
  • No final do primeiro ano juntou R$ 6.000,00 (seis mil reais), devido à poupança;
  • No começo do segundo ano você investe esses R$ 6.000,00 (seis mil reais) poupados nesse investimento que citei acima e continua juntando os R$ 500,00 por mês nesse segundo ano;
  • No final do segundo ano os R$ 6.000,00 (seis mil) se transformarão em R$ 7.500,00 (sete mil e quinhentos reais), devido o rendimento de 25% ao ano no investimento, e você terá mais R$ 6.000 devido à poupança dos R$ 500,00;
  • No começo do terceiro ano terá os R$ 7.500 (sete mil e quinhentos reais), mais os R$ 6.000,00 (seis mil reais), correspondente à poupança do segundo ano, que dá R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) para investir novamente. Continuando com a mesma poupança de R$ 500,00 por mês;
  • No final do terceiro ano você conseguiu que os R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) investidos virassem R$ 16.875,00 (dezesseis mil, oitocentos e setenta e cinco reais) que somado ao valor de R$ 6.000,00 (seis mil reais) da poupança realizada, no começo do quarto ano, terá R$ 16.875,00 (dezesseis mil, oitocentos e setenta e cinco reais) mais R$ 6.000,00 (seis mil reais), perfazendo R$ 22.875,00 (vinte e dois mil, oitocentos e setenta e cinco reais).

Moral da situação:

  • Primeiro ano: Poupou;
  • Começo do segundo ano: Investiu o que poupou no primeiro ano e continuou poupando;
  • Começo do terceiro ano: Resgatou seu investimento do segundo ano, somou ao valor que foi poupado durante todo o segundo ano e investiu novamente, e continuou poupando;
  • Começo do quarto ano: Resgatou seu investimento do terceiro ano e somou ao valor poupado durante o terceiro ano e percebeu em sua conta mais de R$ 20.000,00 (vinte mil reais).
Querido leitor, esta é uma sugestão que exige de você uma força de vontade a mais, pois para sair da rotina de ser escravo do dinheiro não é fácil, porque nós queremos as coisas para agora e não para depois. Porém, quando você começar, atingirá sua estabilidade financeira e NÃO TRABALHARÁ MAIS PARA O DINHEIRO, MAS ELE É QUEM TRABALHARÁ PARA VOCÊ. Só que para que isso aconteça você terá que sacrificar, mais ou menos, por cinco anos o desejo de pagar muito caro por algo agora.
Essa rotina de ir para o seu emprego somente para trabalhar e receber o seu salário para pagar dívidas não é a forma correta, é uma escravidão. O que eu quero é abrir os seus olhos de que para ser rico não é necessário ganhar R$ 10.000,00 (dez mil reais) por mês. Claro que ajuda, mas não é a solução! É necessário ter inteligência financeira para saber poupar o seu dinheiro e fazê-lo render. De que adianta ter altos salários ou receber vários aumentos se você continuará se endividando?
O exemplo que dei acima mostra essa realidade facilmente para quem realmente quer mudar de vida.
Para que pagar R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais) num carro durante cinco anos, para tê-lo HOJE, se você pode comprar um carro melhor por R$ 20.000,00 (vinte mil reais) daqui a quatro anos com dinheiro no bolso sobrando para reinvestir e conseguir outros bens ?
Mude de posição, deixe de investir em coisas que não trarão nenhum retorno, mas invista em sua independência financeira. Faça com que o dinheiro trabalhe para você.
Temos de parar de pensar em pegar dinheiro emprestado quando queremos algo, e sim pensar: "O que eu preciso fazer para comprar isso?", " Eu tenho dinheiro para comprar isso agora?", "Eu poderia poupar e comprar futuramente...." o pensamento deve ser esse. Quando conseguir juntar e fazer o dinheiro se multiplicar para comprar o bem para você, com certeza estará no caminho certo.
Um rendimento de 25 % sobre R$ 6.000,00 (seis mil reais) dará R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais) DE GRAÇA. Isso é colocar o dinheiro para trabalhar para você. Os R$ 6.000,00 (seis mil reais) se transformam em R$ 7.500,00 (sete mil e quinhentos reais). E assim vai, quanto mais investir, mais o dinheiro trabalhará por você e mais dinheiro você terá!
Aconselho a leitura do livro, Pai rico, Pai Pobre, de Robert T. Kiyosaki e Sharon L. Lechter. Este livro ensinará, de forma bem didática, como investir seu dinheiro, e mostrará que tem várias formas de investimentos que podem render mais de 50% ao ano.
A única dificuldade é a mudança de atitude que nós temos de ter e fazer o dinheiro trabalhar para nós. Parece difícil mas não é.
Creio que o que disse aqui não é algo impossível de se fazer, mas sim uma idéia para ser usada por TODOS. Cada um tem sua realidade financeira. Para alguns é possível poupar R$ 500,00 por mês, para outros não, o que importa é que essa idéia basilar fique na sua mente. Essa idéia é fundamental para quem quer sair da escravidão do dinheiro.
O exemplo do financiamento é só um, temos vários que eu aconselharia para fugir deles, tais como:
  • empréstimos, a não ser que seja necessário para quitar todas as dívidas já existentes;
  • financiamentos de bens;
  • consumismo exacerbado de bens supérfluos (roupas de grife, jóias, calçados, etc) com cartão de crédito;
  • cancelar a conta do celular (para pessoas que não trabalham com o celular).
  • etc
Estes são alguns exemplos de itens que podem ser cortados do seu dia-a-dia que gerarão, para você, mais dinheiro disponível para começar a investir.

Pense, idealize e comece. Depois que o dinheiro estiver trabalhando para você, faça que ele - o dinheiro - compre os seus desejos.

Sucesso!




terça-feira, 26 de agosto de 2008

Administrar

Administrar é assunto muito importante atualmente. Será que só agora que esse tema se fez tão importante? Na verdade administrar sempre foi importante, uma prova disso é que mesmo sem saber os agricultores já utilizavam, de forma pouco desenvolvida devido a falta de estudo, de técnicas utilizadas hoje na armazenagem e otimização do plantio, daí podemos afirmar que antigamente a logística já estava sendo utilizada.
Mas e hoje? A necessidade de ter pessoas, nas organizações, que realmente saibam o que estão fazendo se tornou uma questão muito importante e um grande desafio, pois um erro numa tomada de decisão pode colocar a "vida" da empresa em risco.
O curso de administração aqui no Brasil é um curso maltratado visto que pessoas que não sabem ainda o que querem ser na vida o escolhem. Temos 2 pontos distintos sobre essa escolha:
  • Um passo na frente de seus concorrentes: Na minha opinião todos deveriam ter em sua formação algumas noções básicas de administração, pois o que mais vemos são pessoas que não sabem administrar suas vidas, e isso é muito sério e perigoso para o futuro de uma nação. Então essa pessoa que escolheu fazer administração sem saber o que quer realmente ser profissionalmente estaria na frente de seus concorrentes seja qual for sua próxima formação.
  • Mil passos para trás: Imagina uma pessoas passar quatro anos estudando e não tirar proveito de nada. Teremos um administrador ou vários que não sabem nem o que é e nem para que serve a administração, e o pior, imagina se essa pessoa consegue um emprego na área?
A idéia desse comentário não é desestimular ninguém, mas sim abrir os seus olhos de que é realmente necessário que todos nós tenhamos um pouco de noção sobre o que é a administração, não somente no que toca a adminstração das organizações privadas ou públicas, mas sim na administração do bem mais precioso de cada um, a vida.
Pretendo neste blog, mesmo sabendo que provavelmente poucas pessoas irão lê-lo, comentar assuntos pertinentes não só à administração de organizações mas também assuntos que contribuam para uma administração que ajude o dia-a-dia de nossas vidas.

Eric Carvalhal